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Brasília
Publicado em: 28/11/2019 pela equipe do Brasília Web

Mobilidade multimodal ainda tem muito espaço para crescer no Brasil

7 de cada 10 consumidores brasileiros entrevistados pela pesquisa acreditam que viajar em um veículo totalmente autônomo representa uma experiência positiva.

   

Metade dos consumidores entrevistados questiona a utilidade de possuir um carro no futuro devido ao uso de aplicativos de transporte;
· 7 de cada 10 consumidores brasileiros entrevistados pela pesquisa acreditam que viajar em um veículo totalmente autônomo representa uma experiência positiva;
· O uso de dados por parte dos veículos autônomos é motivo de preocupação para 57% dos respondentes.

Na era dos aplicativos, com uma gama cada vez mais ampla de meios de locomoção, a indústria automotiva e de transportes vem se adaptando e reinventando. Ir de um lugar a outro nunca foi tão dinâmico e plural. É o que mostra a pesquisa Global Automotive Consumer Study 2019, realizada pela Deloitte. Em sua 10ª edição, o estudo revela que a percepção dos consumidores em relação aos veículos autônomos avança muito lentamente, enquanto os veículos elétricos e outras soluções de mobilidade multimodal ganham destaque, com algumas diferenças entre regiões e gerações. A pesquisa contou com a participação de mais de 25 mil consumidores em 20 países, sendo 1.200 brasileiros, e examinou as preferências deste público em diversas questões que envolvem o setor automotivo.

Um dos principais destaques diz respeito à percepção dos participantes da pesquisa quanto à mobilidade multimodal. De acordo com o levantamento, os entrevistados mais jovens ainda se deslocam com muita frequência ao trabalho. Enquanto 25% disseram nunca trabalhar de casa, 29% afirmaram ocasionalmente fazer home office.

"Em virtude desse resultado, nota-se a necessidade de as cidades estarem preparadas para oferecer um sistema de mobilidade de ponta a ponta. No entanto, a maioria ainda prefere os meios tradicionais, como veículo próprio e transporte público. Soluções recentes como modelos de caronas e viagens compartilhadas enfrentam alguns desafios na percepção de custo, segurança e confiabilidade", avalia Reynaldo Saad, sócio-líder da Deloitte para Bens de Consumo e Produtos Industriais.

Quando perguntados sobre o aspecto mais importante da mobilidade, chegar ao destino o mais rápido possível ocupa o primeiro lugar, para 43% do total de respondentes, seguido por 27% que indicam como prioridade a segurança enquanto viajam. A questão financeira, traduzida por gastar menos para chegar ao destino, ocupa a terceira posição (19%).

Por sua vez, 39% dos respondentes disseram que estão interessados em serviços de caronas. Destes, os consumidores mais jovens estão relativamente mais motivados do que as gerações mais velhas no uso de serviços de viagens compartilhadas. E daqueles que não se interessam por esta modalidade, metade está preocupada com sua segurança pessoal.

Outro dado interessante é que metade dos consumidores entrevistados questiona a utilidade de possuir um carro no futuro devido ao uso de aplicativos de transporte. Entre os usuários mais jovens, 56% se declararam prontos para deixar de ter um carro. De acordo com o levantamento, metade dos entrevistados afirmou ter interesse em um aplicativo de mobilidade totalmente integrado, que possa planejar, programar, monitorar e pagar por uma viagem. "Aqui sim entra a questão financeira em primeiro lugar, visto que para os consumidores que participaram da pesquisa a principal razão para optarem por utilizar um aplicativo de transporte é o fato de ser mais barato do que possuir ou dirigir um carro, seguido por capacidade de multitarefa, como verificar e-mails, por exemplo. Trata-se de uma oportunidade para o ecossistema que temos hoje de empresas atuantes neste segmento aprimorarem seus serviços de olho no potencial deste mercado", avalia Douglas Lopes, sócio da Deloitte e líder para o atendimento da indústria automotiva.

Tecnologia X Segurança

A indústria automotiva investe a passos largos em tecnologia avançada. O interesse de consumidores, contudo, não acompanha o mesmo ritmo e os questionamentos frequentes se veículos autônomos são seguros leva a uma abordagem mais cautelosa na adoção destes modelos.

O motivo para a baixa adesão da tecnologia se deve, principalmente, à preocupação com a segurança. Embora 7 de cada 10 consumidores brasileiros entrevistados pela pesquisa afirmem que viajar em um veículo totalmente autônomo representa uma experiência positiva, que lhes permite fazer outras atividades durante o trajeto, 55% acreditam que relatos de acidente envolvendo esse tipo de veículo tiveram um impacto negativo em suas percepções, tornando-os mais cautelosos. De toda forma, os brasileiros, assim como os chineses, são os mais confiantes nesta tecnologia, em comparação com habitantes de países como Alemanha e Estados Unidos.

Quase metade (44%) entende que carros autônomos devem ser restritos a determinados horários e áreas geográficas para garantir a segurança pública; já 57% dos consumidores entrevistados estão preocupados com o compartilhamento de dados coletados por veículos conectados, como localização, uso de aplicativos e dados biométricos.

As atenções se concentram ainda nas regulamentações dos governos para a implementação das novas tecnologias. Segundo o levantamento, usuários preferem que haja uma supervisão importante para o desenvolvimento e a utilização dos veículos autônomos. Mais de 88% dos respondentes de todas as idades e gerações preferem o monitoramento do governo no desenvolvimento e uso desses meios de transporte.

Metodologia e amostra

O estudo utilizou a metodologia de painel online, em que os consumidores com idade para dirigir foram convidados a preencher o questionário (traduzido para os idiomas locais) por e-mail. A pesquisa contou com a participação de mais de 25 mil consumidores em 20 países, sendo 1.200 brasileiros, e examinou as preferências deste público em diversas questões que envolvem o setor automotivo. A pesquisa foi implementada em 20 países e projetada para ser uma representação da realidade de cada lugar. Os resultados apresentados aqui são referentes às respostas dos consumidores que participaram da pesquisa. Do total de respondentes do Brasil, 54% são mulheres e 46% homens, distribuídos entre 55% geração Y/Z, 24% pre-Boomers e 21% geração X. Metade dos consumidores entrevistados questiona a utilidade de possuir um carro no futuro devido ao uso de aplicativos de transporte;

· 7 de cada 10 consumidores brasileiros entrevistados pela pesquisa acreditam que viajar em um veículo totalmente autônomo representa uma experiência positiva;
· O uso de dados por parte dos veículos autônomos é motivo de preocupação para 57% dos respondentes.

São Paulo, 28 de novembro de 2019 -- Na era dos aplicativos, com uma gama cada vez mais ampla de meios de locomoção, a indústria automotiva e de transportes vem se adaptando e reinventando. Ir de um lugar a outro nunca foi tão dinâmico e plural. É o que mostra a pesquisa Global Automotive Consumer Study 2019, realizada pela Deloitte. Em sua 10ª edição, o estudo revela que a percepção dos consumidores em relação aos veículos autônomos avança muito lentamente, enquanto os veículos elétricos e outras soluções de mobilidade multimodal ganham destaque, com algumas diferenças entre regiões e gerações. A pesquisa contou com a participação de mais de 25 mil consumidores em 20 países, sendo 1.200 brasileiros, e examinou as preferências deste público em diversas questões que envolvem o setor automotivo.

Um dos principais destaques diz respeito à percepção dos participantes da pesquisa quanto à mobilidade multimodal. De acordo com o levantamento, os entrevistados mais jovens ainda se deslocam com muita frequência ao trabalho. Enquanto 25% disseram nunca trabalhar de casa, 29% afirmaram ocasionalmente fazer home office.

"Em virtude desse resultado, nota-se a necessidade de as cidades estarem preparadas para oferecer um sistema de mobilidade de ponta a ponta. No entanto, a maioria ainda prefere os meios tradicionais, como veículo próprio e transporte público. Soluções recentes como modelos de caronas e viagens compartilhadas enfrentam alguns desafios na percepção de custo, segurança e confiabilidade", avalia Reynaldo Saad, sócio-líder da Deloitte para Bens de Consumo e Produtos Industriais.

Quando perguntados sobre o aspecto mais importante da mobilidade, chegar ao destino o mais rápido possível ocupa o primeiro lugar, para 43% do total de respondentes, seguido por 27% que indicam como prioridade a segurança enquanto viajam. A questão financeira, traduzida por gastar menos para chegar ao destino, ocupa a terceira posição (19%).

Por sua vez, 39% dos respondentes disseram que estão interessados em serviços de caronas. Destes, os consumidores mais jovens estão relativamente mais motivados do que as gerações mais velhas no uso de serviços de viagens compartilhadas. E daqueles que não se interessam por esta modalidade, metade está preocupada com sua segurança pessoal.

Outro dado interessante é que metade dos consumidores entrevistados questiona a utilidade de possuir um carro no futuro devido ao uso de aplicativos de transporte. Entre os usuários mais jovens, 56% se declararam prontos para deixar de ter um carro. De acordo com o levantamento, metade dos entrevistados afirmou ter interesse em um aplicativo de mobilidade totalmente integrado, que possa planejar, programar, monitorar e pagar por uma viagem. "Aqui sim entra a questão financeira em primeiro lugar, visto que para os consumidores que participaram da pesquisa a principal razão para optarem por utilizar um aplicativo de transporte é o fato de ser mais barato do que possuir ou dirigir um carro, seguido por capacidade de multitarefa, como verificar e-mails, por exemplo. Trata-se de uma oportunidade para o ecossistema que temos hoje de empresas atuantes neste segmento aprimorarem seus serviços de olho no potencial deste mercado", avalia Douglas Lopes, sócio da Deloitte e líder para o atendimento da indústria automotiva.

Tecnologia X Segurança

A indústria automotiva investe a passos largos em tecnologia avançada. O interesse de consumidores, contudo, não acompanha o mesmo ritmo e os questionamentos frequentes se veículos autônomos são seguros leva a uma abordagem mais cautelosa na adoção destes modelos.

O motivo para a baixa adesão da tecnologia se deve, principalmente, à preocupação com a segurança. Embora 7 de cada 10 consumidores brasileiros entrevistados pela pesquisa afirmem que viajar em um veículo totalmente autônomo representa uma experiência positiva, que lhes permite fazer outras atividades durante o trajeto, 55% acreditam que relatos de acidente envolvendo esse tipo de veículo tiveram um impacto negativo em suas percepções, tornando-os mais cautelosos. De toda forma, os brasileiros, assim como os chineses, são os mais confiantes nesta tecnologia, em comparação com habitantes de países como Alemanha e Estados Unidos.

Quase metade (44%) entende que carros autônomos devem ser restritos a determinados horários e áreas geográficas para garantir a segurança pública; já 57% dos consumidores entrevistados estão preocupados com o compartilhamento de dados coletados por veículos conectados, como localização, uso de aplicativos e dados biométricos.

As atenções se concentram ainda nas regulamentações dos governos para a implementação das novas tecnologias. Segundo o levantamento, usuários preferem que haja uma supervisão importante para o desenvolvimento e a utilização dos veículos autônomos. Mais de 88% dos respondentes de todas as idades e gerações preferem o monitoramento do governo no desenvolvimento e uso desses meios de transporte.

Metodologia e amostra

O estudo utilizou a metodologia de painel online, em que os consumidores com idade para dirigir foram convidados a preencher o questionário (traduzido para os idiomas locais) por e-mail. A pesquisa contou com a participação de mais de 25 mil consumidores em 20 países, sendo 1.200 brasileiros, e examinou as preferências deste público em diversas questões que envolvem o setor automotivo. A pesquisa foi implementada em 20 países e projetada para ser uma representação da realidade de cada lugar. Os resultados apresentados aqui são referentes às respostas dos consumidores que participaram da pesquisa. Do total de respondentes do Brasil, 54% são mulheres e 46% homens, distribuídos entre 55% geração Y/Z, 24% pre-Boomers e 21% geração X.

Em 28/11/2019
Fonte: Mariana Pacheco de Castro - Agência Ideal H+K
Editado por: Luiz Carlos Gomes - Equipe Brasília Web


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